Nossa Senhora e o Menino Jesus com as Almas do Purgatório, pintura de Luca Giordarno

30 Meditações e Exemplos sobre o Purgatório e as Almas

Por Monsenhor Ascânio Brandão

As almas do Purgatório. – Por caridade, por justiça e por um egoísmo desculpável – podem tanto diante de Deus! – tem-nas muito presentes nos teus sacrifícios e na tua oração.
Oxalá que, ao falar nelas, possas dizer: “As minhas boas amigas, as almas do Purgatório…“.
Caminho, 571

Salve Maria, nossa Dulcíssima Esperança!

Amados irmãos e irmãs em Cristo Jesus, inspirados neste belíssimo exemplo de devoção de São Josemaria Escrivá e acolhendo este mês de Novembro no qual a Igreja dedica e nos convida a rezar pelas Almas do Purgatório, convido-os a meditarmos junto de Monsenhor Ascânio Brandão sobre estas benditas almas.

Como de praxe no Apostolado Rumo à Santidade, o Índice será atualizado conforme as publicações.

E para apreciação de todos, aprofundemos nossos conhecimentos a respeito deste dogma de fé, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica:

III. A purificação final ou Purgatório

1030. Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do céu.

1031. A Igreja chama Purgatório a esta purificação final dos eleitos, que é absolutamente distinta do castigo dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativamente ao Purgatório sobretudo nos concílios de Florença (622) e de Trento (623). A Tradição da Igreja, referindo-se a certos textos da Escritura (624) fala dum fogo purificador:

«Pelo que diz respeito a certas faltas leves, deve crer-se que existe, antes do julgamento, um fogo purificador, conforme afirma Aquele que é a verdade, quando diz que, se alguém proferir uma blasfêmia contra o Espírito Santo, isso não lhe será perdoado nem neste século nem no século futuro (Mt 12, 32). Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas neste mundo e outras no mundo que há-de vir» (625).

1032. Esta doutrina apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, de que já fala a Sagrada Escritura: «Por isso, [Judas Macabeu] pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres das suas faltas» (2 Mac 12, 46). Desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos, oferecendo sufrágios em seu favor, particularmente o Sacrifício eucarístico para que, purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também a esmola, as indulgências e as obras de penitência a favor dos defuntos:

«Socorremo-los e façamos comemoração deles. Se os filhos de Job foram purificados pelo sacrifício do seu pai (627) por que duvidar de que as nossas oferendas pelos defuntos lhes levam alguma consolação? […] Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer por eles as nossas orações» (628).

Fonte: Catecismo – Vaticano