O sofrimento chegou ao paroxismo nos últimos dias da vitimazinha do Amor Misericordioso. Foi submersa num oceano de dores corporais e de trevas horrorosas que passou Teresinha a sua última noite neste exílio da terra. Mais do que nunca experimentou ela então o puro sofrimento, sem a menor mistura de consolação. Em sua terrível agonia, que durou cerca de doze horas, exclamava:

“Ó meu Deus! Ó doce Virgem Maria! Vinde em meu socorro! O cálice está a transbordar! Nunca poderia pensar que fosse possível sofrer tanto… Não o posso explicar senão pelo meu extremo desejo de salvar almas”

E depois, cheia de resignação e doçura:

“Ó meu Deus”

Estou por tudo que quiserdes, mas tende compaixão de mim! Em tudo a vitimazinha se assemelhava a Jesus Crucificado, nas trevas do abandono de seu Pai, na cruz:

“Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?”

E, para dar a entender que o fundo de sua alma, não obstante o horror dessas agonias e trevas, permanecia calmo e todo cheio da vontade de Deus, afirmou:

“É pura verdade tudo quanto escrevi sobre os meus desejos de sofrer muito pelo bom Deus! Ah! Não me arrependo, não, de me ter oferecido como vítima de Amor!”

Na véspera do dia 30 de setembro de 1897, seu natal para o Céu, respondeu a uma irmãzinha que lhe pedira uma palavra de adeus:

“Disse tudo… Tudo está consumado. É só o amor que vale!”

Como é belo sofrer e amar até morrer de amor, na via da infância!