Conciliábulo feito por Lúcifer no inferno

 

 


Em 1936 Nossa Senhora apareceu no Norte do Brasil para avisar que três grandes castigos cairão sobre o Brasil. Ela disse: O sangue inundará o Brasil por causa do comunismo, e haverá uma guerra civil caso não haja conversão, jejum, penitência e oração. DIGA NÃO AO PT - DIGA NÃO AO PT, e vamos pedir para nossa Mãe Celestial que afaste de nós os castigos. Leia a matéria completa aqui - CLIQUE AQUI!!! DIGA NÃO AO PT - DIGA NÃO AO PT - Faça como o Padre José Augusto da Canção Nova que denunciou o PT e não se acovardou - assista aqui o que ele disse - CLIQUE AQUI!!! - DIGA NÃO AO PT - DIGA NÃO AO PT

Conciliábulo feito por Lúcifer no inferno

Conciliábulo feito por Lúcifer no inferno após a morte de Cristo- Irmã Maria Jesus de Ágreda

Texto extraírdo da obra de Irmã Ágreda por San Miguel Arcángel, traduzido por Frei Zaqueu

 

Nota: com este texto confio, por obediência, minhas traduções e mesmo a colaboração com os blogs católicos que ofertaram sua aquiescência ao meu trabalho, à pessoa de meu conhecimento e confiança. Ora em diante, o professor Airton Vieira assume o que a mim foi confiado por Deus nesse pequeno período e que, com gratidão, o devolvo às Suas mãos. O estilo literário, bem como o fio condutor, o posso dizer, é o de “gêmeos siameses”. Daí que meus leitores lendo-o, poderão ler-me. E louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo e sua mãe Maria Santíssima pelos talentos confiados. Que tudo, por fim, seja feito à Sua maior glória, ao nosso bem e de toda a Santa Igreja. Que assim seja!

 Frei Zaqueu


Aos meus leitores: Posso-lhes assegurar que esta leitura ou nunca a fizeram, ou muito poucos, e se não a fazem agora é muito possível que jamais a façam. Pois bem, em suas mãos deixo estas linhas, e não exagero no que vou dizer: pode que o destino eterno de suas almas esteja em que leiam esta publicação. Esclareço que não é uma leitura para almas frívolas, mas para almas que de verdade buscam a perfeição. As frívolas nada entenderão nem saberão degustar a beleza, que acompanha a toda verdade, e sempre causa o bem nas almas. NICKY PÍO.


 

A caída de Lúcifer com seus demônios do monte Calvário ao profundo do inferno, foi mais turbulenta e furiosa que quando foi lançado do céu. E ainda que sempre aquele lugar é terra tenebrosa e coberta das sombras da morte, de caliginosa (tenebrosa) confusão, de misérias, tormentos e desordem, como diz o santo Jó: mas nesta ocasião foi maior sua infelicidade e turbação; porque os condenados receberam novo horror e pena acidental com a ferocidade e encontros com que baixaram os demônios, e o despeito que os raivosos manifestavam. Certo é que não têm poder no inferno para pôr as almas à sua vontade em lugares de maior ou menor tormento; porque isto o dispensa o poder da divina justiça, segundo os deméritos de cada um dos condenados, e que com esta medida sejam atormentados. Mas, além da pena essencial, dispõe o justo Juiz que possam sucessivamente padecer outras penas acidentais em algumas ocasiões; porque seus pecados deixaram no mundo raízes e muitos danos para outros que por sua causa se condenam, e o novo efeito de seus pecados não retratados lhes causa estas penas. Atormentaram os demônios a Judas com novas penas, por ter vendido e procurado a morte a Cristo. E conheceram então que aquele lugar de tão formidáveis penas, onde lhe haviam posto, era destinado para castigo dos que se condenassem com fé e sem obras, e os que desprezassem intencionalmente o culto desta virtude e o fruto da redenção humana. E contra estes manifestam os demônios maior indignação, como a conceberam contra Jesus e Maria.

Logo que Lúcifer teve permissão para isto e para levantar-se do aterramento em que esteve algum tempo, procurou intimar aos demônios sua nova soberba contra o Senhor. Para isto os convocou a todos, e posto em lugar eminente lhes falou, e disse: A vós, que por tantos séculos seguistes e seguireis minha justa parcialidade em vingança de meus agravos, é notório o que agora tenho recebido deste novo Homem e Deus, e como por espaço de trinta e três anos me enganou, ocultando-me o ser divino que tinha, e encobrindo as operações de sua alma, e alcançando de nós o triunfo que obteve com a mesma morte que para destruí-lo lhe procuramos. Antes que tomasse carne humana lhe aborreci, e não me sujeitei a reconhecê-lo por mais digno que eu e de que todos lhe adorassem como superior. E ainda mais que por esta resistência fui derrubado do céu convosco, e convertido na fealdade que tenho, indigna de minha grandeza e formosura; mas mais que tudo isto me atormenta encontrar-me tão vencido e oprimido deste Homem e de sua Mãe. Desde o dia que foi criado o primeiro homem os tenho buscado com desvelo para destruí-los; e se não a eles, a todos seus feitos, e que nenhum lhe admitisse por seu Deus nem lhe seguisse, e que suas obras não resultassem em benefício dos homens. Estes têm sido meus desejos, estes meus cuidados e esforços; mas em vão, pois me venceu com sua humildade e pobreza, me quebrantou com sua paciência, e ainda me derrubou do império que tinha no mundo com sua paixão e afrontosa morte. Isto me atormenta de tal maneira, que se a ele lhe derrubasse da destra de seu Pai, onde já estará triunfante, e a todos seus redimidos os trouxesse a estes infernos, ainda não ficasse meu ódio satisfeito, nem se aplacasse meu furor.

É possível que a natureza humana, tão inferior à minha, aconteça de ser tão levantada sobre todas as criaturas![1] Que há de ser tão amada e favorecida de seu Criador que a juntasse a si mesmo na pessoa do Verbo eterno! Que antes de executar-se esta obra me fizesse guerra, e depois me quebrantasse com tanta confusão minha! Sempre a teve por inimiga cruel; sempre me foi aborrecível e intolerável. Oh homens tão favorecidos e presenteados do Deus que eu aborreço, e amados de sua ardente caridade! Como impedirei vossa dita? Como os farei infelizes qual eu sou, pois não posso aniquilar o mesmo ser que recebestes? Que faremos agora, oh vassalos meus? Como restauraremos nosso império? Como cobraremos forças contra o homem? Como poderemos já vencê-lo? Porque se de hoje em diante não são os mortais insensíveis ingratíssimos, se não são piores que nós contra este Homem e Deus que com tanto amor os redimiu, claro está que todos lhe seguirão a porfia; todos lhe darão o coração e abraçarão sua suave lei; nenhum admitirá nossos enganos; aborrecerão as honras que falsamente lhes oferecemos, e amarão o desprezo; quererão a mortificação de sua carne, e conhecerão o perigo dos deleites; deixarão os tesouros e riquezas, e amarão a pobreza que tanto honrou seu Mestre; e a tudo quanto nós pretendamos excitar seus apetites, lhes será aborrecível por imitar seu verdadeiro Redentor. Com isto se destrói nosso reino, pois ninguém virá conosco a este lugar de confusão e tormentos; e todos alcançarão a felicidade que nós perdemos; todos se humilharão até o pó, e padecerão com paciência, e não se logrará minha indignação e soberba.

Oh infeliz de mim, e que tormento me causa meu próprio engano! Se lhe tentei no deserto serviu para dar-lhe ocasião a que com aquela vitória desse exemplo aos homens, e que no mundo lhe fosse tão eficaz para vencer-me. Se lhe persegui, ocasionou o ensino de sua humildade e paciência. Se persuadi a Judas que lhe vendesse, e aos judeus que com mortal ódio lhe atormentassem e pusessem na cruz, com estas diligências solicitei minha ruína, e o remédio dos homens, e que no mundo ficasse aquela doutrina que eu pretendi extinguir. Como se pode humilhar tanto o que era Deus? Como sofreu tanto dos homens, sendo tão maus? Como eu mesmo ajudei tanto para que a redenção humana fosse tão copiosa e admirável? Oh que força tão divina a deste Homem, que assim me atormenta e debilita! Aquela minha inimiga, sua Mãe, como é tão invencível e poderosa contra mim? Nova é em pura criatura tal potência, e sem dúvida a participa do Verbo eterno, a quem vestiu de carne. Sempre me fez grande guerra o Todo-poderoso por meio desta Mulher tão aborrecível à minha altivez, desde que a conheci em seu sinal ou ideia. Mas se não se aplaca minha soberba indignação, não me dispo de fazer perpétua guerra a este Redentor, a sua Mãe e aos homens. Eia, demônios de meu séquito, agora é o tempo de executar a ira contra Deus. Chegai todos a conferir comigo por que meios o faremos, que desejo nisto o vosso parecer.

A esta formidável proposta de Lúcifer responderam alguns demônios dos mais superiores, animando-o com diversos arbítrios que fabricaram para impedir o fruto da redenção nos homens. Concordaram todos em que não era possível ofender à pessoa de Cristo, nem minguar o valor imenso de seus merecimentos, nem destruir a eficácia dos Sacramentos, nem falsificar nem revogar a doutrina que Cristo havia pregado; mas que não obstante tudo isto convinha que, conforme às novas causas, meios e favores que Deus havia ordenado para o remédio dos homens, se inventassem ali novos modos de impedi-los, pervertendo-os com maiores tentações e falácias. Para isto alguns demônios de maior astúcia e malícia, disseram: Verdade é que os homens têm já nova doutrina e lei muito poderosa, têm novos e eficazes Sacramentos, novo exemplar e Mestre das virtudes, e poderosa intercessora e advogada nesta nova Mulher; mas as inclinações e paixões de sua carne e natureza sempre são as mesmas, e as coisas deleitáveis e sensíveis não se têm mudado. Por este meio, acrescentando nova astúcia, desfaremos, enquanto é de nossa parte, o que este Deus e Homem tem obrado por eles; e lhes faremos poderosa guerra procurando atraí-los com sugestões, irritando suas paixões, para que com grande ímpeto as sigam, sem atender a outra coisa; e a condição humana, tão tímida, embaraçada em um objeto, não pode atender ao contrário.

Com este arbítrio começaram de novo a repartir tarefas entre os demônios, para que com nova astúcia se encarregassem como por quadrilhas de diferentes vícios em que tentar aos homens. Determinaram que se procurasse conservar no mundo a idolatria, para que os homens não chegassem ao conhecimento do verdadeiro Deus nem da redenção humana. Se esta idolatria faltava, arbitraram que se inventassem novas seitas e heresias no mundo; e que para tudo isto buscassem os homens mais perversos e de inclinações depravadas que primeiro as admitissem, e fossem Mestres e cabeças dos erros. E ali foram fraguadas no peito daquelas venenosas serpentes a seita de Maomé, as heresias de Ário, de Pelágio, de Nestório, e quantas se têm conhecido no mundo, desde a primitiva Igreja até agora, e outras que têm maquinadas, que nem é necessário nem conveniente referi-las. Este infernal arbítrio aprovou Lúcifer, porque se opunha à divina verdade, e destruía o fundamento da saúde humana, que consiste na fé divina. Aos demônios, que o promoveram e se encarregaram de buscar homens ímpios para introduzir estes erros, os louvou e acariciou, e os pôs a seu lado.

Outros demônios tomaram por sua conta perverter as inclinações das crianças, observando as de sua geração e nascimento. Outros de fazer negligentes seus pais na educação e doutrina dos filhos, ou pôr demasiado amor, ou aborrecimento, e que os filhos aborrecessem seus pais. Outros se ofereceram a pôr ódio entre os maridos e mulheres, e facilitar-lhes os adultérios, e desprezar a justiça e fidelidade que se devem. Todos concordaram em que semeariam entre os homens rancores, ódios, discórdias e vinganças, e para isto os moveriam com sugestões falsas, com inclinações soberbas e sensuais, com avareza e desejo de honras e dignidades, e lhes proporiam razões aparentes contra todas as virtudes que Cristo havia ensinado; e sobretudo divertiriam os mortais da memória de sua paixão e morte, e do remédio da redenção, das penas do inferno e de sua eternidade. E por estes meios lhes pareceu a todos os demônios que os homens ocupariam suas potências e cuidados nas coisas deleitáveis e sensuais, e não lhes restaria atenção nem consideração às espirituais, nem às de sua própria salvação.

Ouviu Lúcifer estes e outros arbítrios dos demônios, e respondendo disse: com vossos pareceres fico muito obrigado, todos os admito e aprovo, e tudo será fácil de alcançar com os que não professarem a lei que este Redentor deu aos homens. Mas nos que a admitam e abracem, dificultosa empresa será. Mais nela e contra estes pretendo estreitar minha sanha e furor, e perseguir acerbissimamente aos que ouvirem a doutrina deste Redentor e lhe seguirem; e contra eles há de ser nossa guerra sangrenta até o fim do mundo. Nesta nova Igreja hei de procurar sobremaneira semear minha cizânia, as ambições, a cobiça, a sensualidade e os mortais ódios, com todos os vícios de que sou cabeça. Porque se uma vez se multiplicam e crescem os pecados entre os fiéis, com estas injúrias e sua pesada ingratidão irritarão a Deus para que lhes negue com justiça os auxílios da graça que lhes deixa seu Redentor tão merecidos; e se com seus pecados se privam deste caminho de seu remédio, segura teremos a Vitória contra eles. Também é necessário que trabalhemos em tirar-lhes a piedade, e tudo o que é espiritual e divino; que não entendam a virtude dos Sacramentos, ou que os recebam em pecado, e quando não o possuam, que seja sem fervor nem devoção; pois como estes benefícios são espirituais, é mister admiti-los com afeto de vontade, para que tenha mais fruto quem os usar. E se uma vez chegarem a desprezar a medicina, tarde recuperarão a saúde, e resistirão menos a nossas tentações; não conhecerão nossos enganos, esquecerão os benefícios, não estimarão a memória de seu próprio Redentor, nem a intercessão de sua Mãe; e esta feíssima ingratidão os fará indignos da graça, irritando seu Deus e Salvador que a negará. Nisto quero que todos me ajudeis com grande esforço, não perdendo tempo nem ocasião de executar o que os mando.

Não é possível referir os arbítrios que maquinou o dragão com seus aliados nesta ocasião contra a santa Igreja e seus filhos, para que estas águas do Jordão entrassem em sua boca. Basta dizer que lhes durou esta conferência quase um ano inteiro depois da morte de Cristo, e considerar o estado que teve o mundo e o que tem depois de haver crucificado a Cristo nosso bem e mestre, e haver manifestado sua Majestade a verdade de sua fé com tantas luzes de milagres, benefícios e exemplos de homens santos. E se tudo isto não basta para manter os mortais no caminho da salvação, bem se deixa entender quanto tem podido Lúcifer com eles, e que sua ira é tão grande, que podemos dizer com São João: Ai da terra, que baixa a vós Satanás cheio de indignação e furor! Mas ai dor!, que verdades tão infalíveis como estas e tão importantes para conhecer nosso perigo, escusando-as com todas nossas forças, estando assim tão apagadas da memória dos mortais com tão irreparáveis danos do mundo! O inimigo astuto, cruel e vigilante; nós dormidos, descuidados e fracos! Que maravilha é que Lúcifer se tenha apoderado tanto do mundo, se muitos lhe ouvem, lhe admitem e seguem seus enganos, e poucos lhe resistem, porque se esquecem da eterna morte que com inculpável indignação e malícia lhes procura? Peço eu aos que isto leiam, não queiram esquecer tão formidável perigo. E se não lhe conhecem pelo estado do mundo e suas desditas, e pelos danos que cada um experimenta em si mesmo, conheça-o ao menos pela medicina e remédios tantos e tão poderosos, que deixou na Igreja nosso Salvador e Mestre, pois não aplicaria tão abundante antídoto se nossa dolência e perigo de morrer eternamente não fosse tão grande e formidável.

“MÍSTICA CIDADE DE DEUS”

 Ano 1888


(NdT) * Irmã María de Jesús de Ágreda – Mística

Nasce: 2 de abril, 1602 em Ágreda (Soria)

Morre: 24 de maio de 1665 no mesmo lugar.

Nome de batismo: María Coronel y Arana

Filha de uma nobre família, Francisco Coronel y Catalina Arana.

Foi religiosa com extraordinários dons místicos.

Padecia “mortes místicas” pelas que permanecia imóvel durante horas imóvel e insensível. Seguidamente experimentava êxtases e levitação. Dizem que também tinha o dom de bilocação.

Estes fenômenos a fizeram suspeita ante o Santo Ofício (Inquisição) mas saiu absolvida. Isso fomentou ainda mais sua fama e até o rei Felipe IV quis conhecê-la.

O Papa Clemente X, em 1765, a declarou Venerável.


Obras

Sua obra mais importante, A Mística Cidade de Deus, sobre a Vida da Virgem, foi, segundo a Venerável, ditado pela Virgem Maria. A escreveu duas vezes. A primeira foi queimada pela própria autora por causa da imposição de um religioso ancião que era contrário a que as mulheres escrevessem sobre temas teológicos, e a segunda versão foi publicada após sua morte.

 
Outras: Cartas a Felipe IV, Escala ascética, Exercícios cotidianos, Exercícios espirituais e Leis da esposa.

 http://www.corazones.org/santos/maria_de_jesus_agreda.htm