Santa Teresinha desejava a perfeição de suas noviças no amor desinteressado a Jesus. Dizendo-lhe certo dia uma delas que, quando sofria, costumava ir sem demora confiar suas mágoas a Jesus, no Tabernáculo, desabafando-Lhe, a chorar, o coração, ponderou-lhe a santa:

“Derramar lágrimas diante de Jesus! Ah! Não faças mais isto! Muito menos nos devemos mostrar tristes perante Ele do que perante as criaturas. Pois se é apenas com os nossos Mosteiros que Esse bom Mestre conta para o regozijo e alegria de Seu Coração, se Ele vem a nós para repousar e se esquecer das contínuas lamentações dos seus amigos do mundo – e neste exílio todos choram e gemem – como, em vez de reconhecer o preço da cruz, havemos nós de entristecê-Lo também com as nossas mágoas e queixas, como o comum dos mortais? Francamente, tal proceder não é de quem Lhe tem um amor desinteressado. Nós é que O devemos consolar e não Ele a nós. Com o Seu Coração tão compassivo, Ele nos enxugará as lágrimas, mas se retirará triste por não ter podido repousar em nossa alma” (1)

Não se devem entender as palavras de Santa Teresinha como uma censura a quem vai desabafar o seu coração ante Jesus, chorar e pedir consolação ao Divino, Verdadeiro e Único Consolador! Não! Podemos chorar, sim, diante de Jesus, mas saibamos ser generosos, quando já tivermos aprendido a sofrer e amar. Santa Teresinha se refere às almas já adiantadas na via do amor e não aos pobres mortais que ainda ensaiam os primeiros passos nessa via e tanto precisam chorar diante de Jesus!